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Estratégia e método
Como o escritório vai dos fatos à recomendação: objetivo, prova, alternativas juridicamente admissíveis, consequências prováveis e uma escolha fundamentada — com o apoio da plataforma AUREKTA e sob revisão do advogado.
A frase que organiza tudo o que vem abaixo: a tecnologia organiza o material e ajuda a comparar alternativas; a interpretação, a estratégia e a conclusão são do advogado, que responde por elas. Nenhuma recomendação sai daqui sem premissa declarada e sem que se possa apontar em que documento ela se apoia.
Objetivo e limites da demanda
A primeira conversa não é sobre tese. É sobre o que o cliente precisa que aconteça, até quando, e o que ele não está disposto a arriscar para chegar lá.
Essa delimitação define o resto do trabalho. Um mesmo conjunto de fatos admite estratégias muito diferentes conforme o objetivo seja encerrar rápido, preservar uma relação comercial, fixar um precedente, proteger um patrimônio ou simplesmente não piorar a posição enquanto se ganha tempo. Deixar isso implícito é a origem mais comum de insatisfação com um resultado tecnicamente correto.
Também entram aqui os limites que não se negociam: legalidade, deveres profissionais, direitos de terceiros e interesse público. Nenhuma vantagem econômica desloca essas fronteiras, e uma alternativa que as atravessa simplesmente não entra na comparação.
Fatos, documentos e prova
Depois vem o levantamento: o que aconteceu, o que está documentado, o que não está, o que ainda pode ser produzido e quais prazos já correm. Boa parte do que chega ao escritório como problema jurídico é, na origem, um problema de documentação.
A distinção que organiza esta etapa é entre fato, prova do fato e versão do fato. Um relato consistente que não se sustenta em documento é uma hipótese de trabalho, não um ponto de partida seguro — e tratar a diferença com clareza no começo evita a reviravolta tardia, que é a cara.
Alternativas juridicamente admissíveis
Com os fatos delimitados, o passo seguinte é levantar os caminhos que a lei admite — não o caminho preferido. Em geral são mais do que a primeira leitura sugere: notificar, negociar, renegociar o contrato, aceitar uma perda menor, provocar o órgão administrativo, ajuizar, aguardar, ou combinar medidas em sequência.
Cada alternativa é descrita por aquilo que de fato a diferencia: o que exige para funcionar, o que custa, quanto tende a durar, que risco cria, que porta fecha e que efeito produz sobre terceiros e sobre obrigações futuras. Caminhos preventivos e contenciosos são avaliados lado a lado, sem preferência prévia por nenhum dos dois.
Cenários e consequências
É aqui que entra a Análise Econômica do Direito: comparar alternativas por suas consequências prováveis, e não apenas por sua solidez argumentativa.
Dois caminhos podem ser igualmente defensáveis em tese e muito diferentes no resultado, porque distribuem custo, tempo, risco e incentivo de maneiras distintas. Tornar essa diferença explícita é o que permite ao cliente decidir, em vez de homologar.
Cenário é hipótese, não previsão. Cada um deles carrega as premissas que o sustentam, e a premissa vale até deixar de valer: mudou o fato, mudou a prova, mudou a norma, o cenário precisa ser refeito.
Recomendação fundamentada
O trabalho termina em uma recomendação por escrito, com o caminho sugerido, a razão da escolha, as alternativas descartadas e o motivo do descarte, as premissas assumidas e os pontos em que a informação disponível ainda é insuficiente.
A extensão varia com o escopo contratado: pode ser uma orientação objetiva sobre uma questão delimitada ou um parecer com matriz de alternativas e roteiro de providências. O que não varia é a exigência de que a conclusão seja rastreável até o que a sustenta.
O apoio da AUREKTA
O escritório utiliza a AUREKTA, plataforma desenvolvida por sócio do escritório, para organizar esse percurso. A menção existe porque o cliente tem o direito de saber com que apoio sua análise é produzida — e de quem é a ferramenta.
Na prática, a plataforma estrutura três percursos:
- Análise econômica do litígio. A partir dos documentos do caso, organiza o cadastro, compara os cenários de litígio e de acordo e sistematiza a estimativa de danos.
- Investigação de incidente envolvendo IA. A partir de relatos, registros e comunicações, monta o registro do incidente, a cronologia e o conjunto de evidências.
- Estratégia. Reúne as duas frentes anteriores e organiza a árvore de decisão que será discutida com o cliente.
Duas garantias de desenho merecem registro, porque delimitam o que a automação pode e não pode fazer aqui: nenhum cálculo econômico e nenhuma fonte normativa são produzidos por inferência da IA, e toda saída é proposta estruturada, submetida a revisão humana antes de qualquer uso. Cada papel interno da plataforma opera com guarda contra fabricação de conteúdo.
O que a plataforma não faz: não emite parecer, não decide estratégia, não atribui responsabilidade e não substitui o julgamento do advogado. A responsabilidade profissional pela análise é integralmente do escritório.
O que não fazemos
- Não prometemos resultado. Nem em litígio, nem em economia tributária, nem em prazo. O Código de Ética veda, e a honestidade do método exige.
- Não quantificamos todo risco. Parte do que importa numa decisão judicial não é mensurável, e apresentar número onde não há base é piorar a decisão com aparência de rigor.
- Não emitimos parecer por automação. Opinião jurídica é ato privativo de advogado, com responsabilidade pessoal e inscrição na OAB.
- Não realizamos perícia técnica. Examinamos deveres, registros e responsabilidade; não certificamos modelos nem atestamos autoria por IA. Quando o caso exige, articulamos com profissional habilitado.
- Não reduzimos o Direito a preço. Custo e consequência orientam a comparação entre alternativas legais; não definem o que é lícito.
Onde isso se aplica
Conflitos empresariais e contratuais. Comparação entre negociar, renegociar e litigar, com os efeitos de cada caminho sobre a relação comercial e sobre o contrato em vigor. Ver Direito Empresarial.
Diagnóstico tributário. Leitura de balancetes, PGDAS, SPED e notas na transição do IBS e da CBS. É a frente mais madura, e deu origem à LexReformaTributária, também desenvolvida pelo escritório. Ver Direito Tributário.
Defesa em contas públicas. Organização de processos volumosos de tomada de contas, com rastreio de cada achado de auditoria até o documento que o originou. Ver Direito Público.
Integridade e due diligence. Comparação entre o custo de estruturar o programa e o custo esperado do passivo que ele evita. Ver Compliance e Integridade.
Adoção e efeitos de sistemas de IA. Governança, contratos, registros e exame de decisões automatizadas. Ver IA, governança e responsabilidade.
Dados, sigilo e LGPD
Documento de cliente está, em regra, coberto pelo sigilo profissional, e parte dele contém dados pessoais — o que não significa que todo documento seja dado pessoal sensível no sentido do art. 11 da LGPD. Os dois regimes existem, têm alcances próprios e são tratados separadamente.
O compromisso assumido com o cliente é de acesso restrito ao material do caso, registro dos acessos, guarda pelo prazo necessário e não utilização de documentos de clientes para treinamento de modelos, próprios ou de terceiros. As condições aplicáveis a cada contratação são detalhadas em contrato, e o tratamento de dados do site está descrito na Política de Privacidade.
Quando o cliente preferir que nenhuma automação seja usada em seu caso, basta registrar. O método existe para dar rastreabilidade, não para ser imposto.
Perguntas frequentes
O escritório usa inteligência artificial no meu caso?
Usamos a AUREKTA para organizar documentos, estruturar a comparação entre alternativas e montar cronologias. A interpretação jurídica, a estratégia e a peça são trabalho do advogado. Dois limites são de desenho da plataforma: nenhum cálculo econômico e nenhuma fonte normativa são produzidos por inferência da IA, e toda saída passa por revisão humana antes de qualquer uso. Se preferir que nenhuma automação seja usada, basta registrar.
A AUREKTA é de vocês?
Foi desenvolvida por sócio do escritório, e registramos isso porque o cliente tem o direito de saber com que apoio sua análise é produzida e de quem é a ferramenta. Não há oferta, preço nem contratação de software neste site. O que não muda em nenhuma hipótese é a responsabilidade: a interpretação, a estratégia e as conclusões são do escritório.
Vocês conseguem prever o resultado de um processo?
Não. Trabalhamos com cenários e premissas declaradas, não com previsão. Um cenário mostra o que tende a acontecer se as premissas se confirmarem, e serve para comparar alternativas — não para antecipar sentença. Promessa de resultado é vedada pelo Código de Ética, e número sem base piora a decisão ao lhe dar aparência de rigor.
Análise Econômica do Direito significa escolher o caminho mais barato?
Não. Significa tornar visíveis custo, duração, risco e efeitos de cada alternativa juridicamente admissível, para que a escolha seja informada. Legalidade, deveres profissionais, direitos de terceiros e interesse público são limites da análise, não variáveis a otimizar.
Como sei que uma afirmação do relatório se sustenta?
Pedindo a origem. Toda conclusão deve ser rastreável até o documento que a apoia, e as premissas assumidas são declaradas no próprio texto. Quando a informação disponível é insuficiente, isso fica registrado como lacuna, em vez de ser preenchido por estimativa.
Isso torna o trabalho mais barato?
Torna possível examinar volumes que antes exigiriam amostragem, e torna a decisão mais informada. O efeito principal não é preço, é cobertura e clareza. Honorários seguem o critério do Código de Ética e são definidos caso a caso.
Precisa de orientação jurídica sobre um caso concreto?
Descreva sua situação e retornamos para avaliar se e como podemos ajudar.